quarta-feira, 18 de junho de 2014

A NOSSA VALENÇA: A VALENTE VALENÇA DE TODOS NÓS !!!!!!

Foto : Jardim Barão Homem de Mello - atual Praça Admar Braga Guimarãe
Fonte : memorial da Câmara Municipal de Valença  
A NOSSA VALENÇA: A VALENTE VALENÇA DE TODOS NÓS !!!!!!
Janete Vomeri [1]

A Valente cidade de Valença, como seu nome preconiza é a Valença de muitos que aqui chega. Não desmerecendo os historiadores, porque como a sua historia e fontes documentais, fundamentam, o nome Valença  advêm do 4º Marques de Valença , quando este nobre manda abrir as estradas de Areia ( atual cidade de Ubaira) até o litoral, interligando o sertão a linha litorânea . Por conta deste fato o então Marques é Homenageado e a nossa Valente Valença recebe este nome, porém hoje com seus entraves sociais, disfunções orgânico, política e ainda muito mais,  é um Oasis dos que buscam um lugar revigorante, a sua Valença, o lugar que mesmo dando volta o mundo, uma  outra vez queres voltar e rever o povo deste lugar
Lembro da minha infância quando meu Pai , o saudoso Luizinho do Lava pés dizia: vem muita gente para Valença aqui é só ir no mangue que ninguém morre de fome. É verdade apesar de grande parte dos manguezais serem desmatados para a construção. Na época da Andada[2] ainda no jacaré , no novo horizonte a população pega os caranguejos e quaimuns [3] para comerem com um delicioso escaldado[4] da famosa lambreta das tardinhas de sexta nos bares da orla, e dos recantos da sua Valença, .
São muitas coisas a conta da vida da sua Valença e da minha Valença. São muitos encantos e desencantos, são tantas mazelas, mas são tantas alegrias. E o objetivo é este, falar destas alegrias de viver Valença e observá-la através da lente de um olhar absolutamente deslumbrante do mirante do Amparo que descortina ao longe um dos mais belos cenários da natureza, o languido e calmo rio una, que corre em sentido ao mar, as pontes do rio que ligam o centro ao lado de lá. A Vila operaria, descaracterizada, mas a sua historia continua por lá, o canal de taperoá, a Vila de galeão e o Morro de São Paulo , cosmopolita não há.
A dança da noite com suas luzes da orla a confirmar Valença não dorme apenas fecha os olhos para descansar. Viver Valença é senti-la pulsar, pulsando tão forte como o velho tear, que hoje moderno parece voar, voar, voando e tecendo a tessitura da vida de velhos e de novos operários que já  labutaram  por lá.
Esta é sua Valença da industrialização, que a historia conta com tanta emoção, e nas suas ruínas a beira do pantaleão retratam uma era de grande produção, representará um momento , instante de criação. Era assim a sua Valença uma tabua de salvação, um lugar de labuta, e muitas criações, velhos poetas como José Malta, Nilton libertador que já se foram e dos atuais que aqui estão : Mustafá Rosemberg,,  Amalia Grimalde, e Macaria Andrade outros tantos que aqui tem, porém que de encantos e poesias, como Valença não tem.
E para Falar de Valença, proseando[5] com o povo, não se esquecer das senhoras e senhores, que fizeram a educação, nossas queridas professoras e professore lembranças de uma época de emoção, Maria José Pinto, Maria José Pacheco, Professora Jana, Professora Rosa, professora Pretinha, professora Edna Xavier , professora Margarida , Celeste Moura , Raimundinha, Perpetinha  e professor Taquary, para não desmerecer nenhum deles,  que fizeram a educação, cito a percussora Adelaide Josefina , que pelo  Imperador D Pedro II foi visitada e este registrou a classe que ministrava.
A sua Valença, a minha Valença a nossa Valença tem tanto a contar , conta a sua historia nas ruas e vielas deste lugar, porém canta o desalento da violência que assola este Oasis, e dizes: como era bela a Valença dos que já foram, como seria bom ter um consolo, uma perspectiva algo a esperar.
Grita Valença, o grito dos desesperados, é um grito roco, quase não se ouve , parece cansado. Clama o povo desgraçado, Valença minha Valença , onde estas que não responde, renasce das cinzas como o fenix e se refaz como dantes.
Valença querida, do meu coração eu conto sua historia com imensa emoção. Relembro da minha infância nas ruas com pedras, altas e baixa, correndo feliz e descalça, pulando na ponte da CVI, caindo no mangue que estava aqui e ali, da passarela que passávamos quando saímos da escola, ligava a graça a antiga orla. Hoje é apenas uma foto a lembrar nos acervos dos que amam este lugar.
A minha Valença ainda esta aqui, nos nossos corações e prédios a ruir, porém conclamamos a todos que amam este lugar, vamos reviver a Valença aquela que vivemos e agora vive nos sonhos do que amam este lugar. Expectativas de um novo governo, esperanças em uma nova mão, mãos femininas como grande parte desta população.









[1] Janete Pereira de Sousa Vomeri
[2] Andada – período onde os caranguejos saem dos
[3] Guaimuns – espécime de criustaceo conhecido vulgarmente de caranguejo azul
[4] Escaldado – pirão feito com farinha de mandioca e o caldo fervente , onde fora cozido o caranguejo, após é incorporado , um pouco de Azeite de dendê e leite de coco.
[5] Proseado -



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