Foto : Jardim Barão Homem de Mello - atual Praça Admar Braga Guimarãe
Fonte : memorial da Câmara Municipal de Valença
A NOSSA VALENÇA: A
VALENTE VALENÇA DE TODOS NÓS !!!!!!
Janete Vomeri [1]
A Valente cidade de Valença,
como seu nome preconiza é a Valença de muitos que aqui chega. Não desmerecendo
os historiadores, porque como a sua historia e fontes documentais, fundamentam,
o nome Valença advêm do 4º Marques de
Valença , quando este nobre manda abrir as estradas de Areia ( atual cidade de
Ubaira) até o litoral, interligando o sertão a linha litorânea . Por conta
deste fato o então Marques é Homenageado e a nossa Valente Valença recebe este nome,
porém hoje com seus entraves sociais, disfunções orgânico, política e ainda
muito mais, é um Oasis dos que buscam um
lugar revigorante, a sua Valença, o lugar que mesmo dando volta o mundo, uma outra vez queres voltar e rever o povo deste
lugar
Lembro da minha infância
quando meu Pai , o saudoso Luizinho do Lava pés dizia: vem muita gente para
Valença aqui é só ir no mangue que ninguém morre de fome. É verdade apesar de
grande parte dos manguezais serem desmatados para a construção. Na época da
Andada[2] ainda no jacaré , no novo
horizonte a população pega os caranguejos e quaimuns [3] para comerem com um
delicioso escaldado[4]
da famosa lambreta das tardinhas de sexta nos bares da orla, e dos recantos da
sua Valença, .
São muitas coisas a conta da
vida da sua Valença e da minha Valença. São muitos encantos e desencantos, são
tantas mazelas, mas são tantas alegrias. E o objetivo é este, falar destas
alegrias de viver Valença e observá-la através da lente de um olhar absolutamente
deslumbrante do mirante do Amparo que descortina ao longe um dos mais belos
cenários da natureza, o languido e calmo rio una, que corre em sentido ao mar,
as pontes do rio que ligam o centro ao lado de lá. A Vila operaria, descaracterizada,
mas a sua historia continua por lá, o canal de taperoá, a Vila de galeão e o Morro
de São Paulo , cosmopolita não há.
A dança da noite com suas
luzes da orla a confirmar Valença não dorme apenas fecha os olhos para descansar.
Viver Valença é senti-la pulsar, pulsando tão forte como o velho tear, que hoje
moderno parece voar, voar, voando e tecendo a tessitura da vida de velhos e de novos
operários que já labutaram por lá.
Esta é sua Valença da
industrialização, que a historia conta com tanta emoção, e nas suas ruínas a
beira do pantaleão retratam uma era de grande produção, representará um momento
, instante de criação. Era assim a sua Valença uma tabua de salvação, um lugar
de labuta, e muitas criações, velhos poetas como José Malta, Nilton libertador
que já se foram e dos atuais que aqui estão : Mustafá Rosemberg,, Amalia Grimalde, e Macaria Andrade outros tantos
que aqui tem, porém que de encantos e poesias, como Valença não tem.
E para Falar de Valença,
proseando[5] com o povo, não se
esquecer das senhoras e senhores, que fizeram a educação, nossas queridas
professoras e professore lembranças de uma época de emoção, Maria José Pinto, Maria
José Pacheco, Professora Jana, Professora Rosa, professora Pretinha, professora
Edna Xavier , professora Margarida , Celeste Moura , Raimundinha, Perpetinha e professor Taquary, para não desmerecer
nenhum deles, que fizeram a educação,
cito a percussora Adelaide Josefina , que pelo
Imperador D Pedro II foi visitada e este registrou a classe que
ministrava.
A sua Valença, a minha
Valença a nossa Valença tem tanto a contar , conta a sua historia nas ruas e
vielas deste lugar, porém canta o desalento da violência que assola este Oasis,
e dizes: como era bela a Valença dos que já foram, como seria bom ter um
consolo, uma perspectiva algo a esperar.
Grita Valença, o grito dos
desesperados, é um grito roco, quase não se ouve , parece cansado. Clama o povo
desgraçado, Valença minha Valença , onde estas que não responde, renasce das
cinzas como o fenix e se refaz como dantes.
Valença querida, do meu
coração eu conto sua historia com imensa emoção. Relembro da minha infância nas
ruas com pedras, altas e baixa, correndo feliz e descalça, pulando na ponte da
CVI, caindo no mangue que estava aqui e ali, da passarela que passávamos quando
saímos da escola, ligava a graça a antiga orla. Hoje é apenas uma foto a
lembrar nos acervos dos que amam este lugar.
A minha Valença ainda esta
aqui, nos nossos corações e prédios a ruir, porém conclamamos a todos que amam
este lugar, vamos reviver a Valença aquela que vivemos e agora vive nos sonhos
do que amam este lugar. Expectativas de um novo governo, esperanças em uma nova
mão, mãos femininas como grande parte desta população.
[1]
Janete Pereira de Sousa Vomeri
[2]
Andada – período onde os caranguejos saem dos
[3]
Guaimuns – espécime de criustaceo conhecido vulgarmente de caranguejo azul
[4]
Escaldado – pirão feito com farinha de mandioca e o caldo fervente , onde fora
cozido o caranguejo, após é incorporado , um pouco de Azeite de dendê e leite
de coco.
[5]
Proseado -

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