quinta-feira, 16 de abril de 2026

 

AS RAÍZES DA HISTÓRIA DE VALENÇA

Janete Pereira de Sousa Vomeri[1]

Um conto infantil

Acarilé é uma criança negra, curiosa e cheia de perguntas. Seu amigo Valencino é um menino indígena, sábio e observador.

Acarilé gostava muito de observar o rio, as árvores e os pássaros de Valença. Um dia, ela perguntou ao seu amigo Valencino:

— Valencino, quem vivia aqui antes da cidade existir?

Valencino sorriu e respondeu:

— Antes de Valença, essas terras já eram habitadas pelos povos indígenas. Eles foram os primeiros moradores daqui.

Acarilé ficou surpresa:

— Sério? Quem eram eles?

— Eram vários povos — explicou Valencino. — Entre eles, os Tupinambás, que viviam perto do mar e dos rios, e os Tapuias, como os Gueréns e os Aimorés, que viviam nas matas e no interior. Esses últimos também eram chamados de botocudos.

— E como eles viviam? — perguntou Acarilé, curiosa.

Valencino começou a contar:

— Os Tupinambás gostavam de navegar. Usavam canoas e pescavam no mar e nos rios. Já os Tapuias viviam nas florestas, caçando, coletando frutas e aproveitando tudo o que a natureza oferecia.

Acarilé achou aquilo muito interessante:

— Eles sabiam viver bem na natureza, né?

— Sabiam sim! — disse Valencino. — Eles nos ensinaram muitas coisas importantes, como o uso da mandioca para fazer farinha e beiju.

— Eu adoro beiju! — disse Acarilé, animada.

Valencino continuou:

— Eles também sabiam conservar alimentos, secando peixes ao sol ou usando o moquém. Construíam casas de taipa e palha, faziam cestos, esteiras e muitos objetos com fibras e madeira.

— Que legal! — disse Acarilé. — E eles brincavam também?

— Claro! — respondeu Valencino. — Muitas brincadeiras que conhecemos hoje vêm deles, como a peteca, o pião e o cabo de guerra. Eles também faziam música com instrumentos como chocalhos, pau de chuva e reco-reco.

Acarilé observou:

— E essas pinturas no corpo?

Valencino explicou:

— A pintura indígena é muito importante. Ela representa a identidade, a cultura e as tradições de cada povo. Como eles não escreviam como nós, utilizavam pinturas e histórias para preservar sua cultura e transmiti-la às novas gerações.

Acarilé ficou pensativa e perguntou:

— E quando os portugueses chegaram?

Valencino respondeu com um tom mais sério:

— A chegada dos portugueses trouxe muitas mudanças. Muitos povos indígenas perderam suas terras e sofreram bastante. Alguns grupos, como os povos tapuias, chegaram a desaparecer.

— Que triste… — disse Acarilé.

— Sim, mas muitos deles resistiram — completou Valencino. — Lutaram para manter suas culturas, suas tradições e seus modos de viver.

Depois de um tempo, Valencino sorriu novamente:

— E sabe de uma coisa? A cultura indígena ainda está presente em nossas vidas.

— Onde? — perguntou Acarilé.

— Na comida, nas palavras, nas festas, no artesanato e nos costumes — respondeu ele. — Aqui em Valença, vemos essa influência em muitos lugares.

Acarilé olhou ao redor e disse:

— Então a história de Valença começou com os povos indígenas!

Valencino concordou:

— Isso mesmo! E essa história continua com a gente.

Acarilé sorriu e disse:

— Precisamos respeitar e valorizar os povos indígenas!

E assim, olhando o rio e a natureza, os dois amigos entenderam que o passado vive no presente e ajuda a construir o futuro.

Os povos indígenas fazem parte da nossa história.
Respeitar sua cultura é respeitar nossas raízes.



[1] vomerijanete@gmail.com

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

VVALENÇA: sua história pede passagem 🌿

Janete Vomeri – 10 de novembro de 2013

Dos colonizadores foste chamada povoado do Una,
com seu rio de águas escuras que estas terras vem banhar.

Tens o bucolismo peculiar das vilas coloniais,
crescendo às margens de belos manguezais.

Tens contos, lendas e mitos,
és do Amparo a proteção,
que abraça do alto do monte
e se vê na longínqua imensidão.

Teu rio desenha curvas,
reentrâncias de história e paixão.

Valença, és terra de glória,
poesia, encanto e coração.

Patrimônios culturais,
casarios seculares,
praias e cachoeiras,
rios e mares.

Terra antiga dos povos originários,
de encantos e belezas
que nascem de um povo gentil.

Valença é terra sagrada,
guarda marcas de sua história,
de momentos de paz.

Fiéis vêm em novembro te visitar,
e honrar Nossa Senhora do Amparo em seu altar.
Há caminhos, há deleites,
há gente que vem de todo lugar.

Por volta de 1560, colonizada foste,
crescendo trigueira, encantos aos montes.

E hoje teu povo a te bendizer,
celebrando tuas primaveras.

Valença pede passagem
para um futuro promissor —
basta seu povo reconhecer o seu valor.

Valença é terra dos meus antepassados,
terra dos meus descendentes,
és terra querida,
és a terra da gente. 

#Valença #História #Cultura #Memória #Bahia

Hoje 17 de Agosto dia do Patrimônio Histórico, cultural

17 de Agosto – Dia do Patrimônio Histórico e Cultural

Hoje é dia de valorizar a memória, a identidade e as riquezas que contam a história de Valença

Cidade de origem colonial, datada do século XVI, Valença preserva importantes patrimônios arquitetônicos reconhecidos no âmbito estadual e protegidos pelo IPAC, conforme a Lei Municipal nº 1.888/2007:

📍 Prédio da Câmara de Vereadores (1860)
📍 Igreja Matriz do Sagrado Coração de Jesus (1801)
📍 Estância Azul (1816)
📍 Antigo Fórum, na Triana (1805)

Além do patrimônio material, nossa cidade também é rica em patrimônios imateriais, que mantêm viva a cultura do nosso povo:

 Capoeira
Samba de roda
Zambiapunga

2 de julho

Festa de Nossa Senhora do amparo

Festa de são Pedro

Festa de Yemanja

Dentre outras

Preservar o patrimônio é manter viva a nossa história, fortalecer nossa identidade e garantir que as futuras gerações conheçam suas raízes.

 Cuidar da memória é cuidar de quem somos.

#PatrimônioCultural #ValençaBA #História #Cultura #MemóriaViva

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

ONDE MORO VEJO

A Igreja do Amparo - Igreja de Nossa Senhora do Amparo , padroeira dos Operários e por carinho da cidade considerada padroeira de Valença.. Patrimônio Municipal através da lei  Municipal 188/2007. Sua festa começa com a lavagem do amparo e logo depois inicia o período de novenário culminando na festa dia 08 de novembro e sua procissão na tarde do dia 08 .

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Memória educativa de Valença -Bahia





















A Cachoeira da Água Branca – RPPN; Patrimônio Natural paisagístico de Valença

Cachoeira da Água Branca reconhecida como RPPN – Reserva do Patrimônio Particular Nacional pela portaria  12/1999i de âmbito  Municipal . Uma dos mais belos espaços ecológicos da cidade de Valença., a Cachoeira da Água Branca –  RPPN  (Reserva Particular do Patrimônio Nacional), que  pertence à Fazenda Água Branca.
Uma fazenda que apresentam plantações de cacau, cravo da índia, coqueiros e Pimenta do reino. Apresenta Mata Atlântica preservada com rica flora com diversidades de bromélias e orquídeas  e fauna, bem como Mata Ciliar. Os tipos de uso e área produtiva. A área observada encontrou-se pasto em abundancia, alguns tipos de lavoura de mandioca e dendê. Uma área em mata de caapora e a maior parte destinada a preservação da Mata Atlântica.
Foi realizada a medição através do sistema GPS e constatou-se que do Porto de Valença até a entrada do Sonrisal são exatamente 5100Km. Deste ponto dá acesso à estrada rural até a entrada da fazenda são 9200Km chegando na sede percorre-se 1 km de trilha íngreme chegando a parte baixa da cachoeira totalizando 15.300km entre Valença e a cachoeira.
Não são mantidos ou desenvolvidos projetos na RPPN, há apenas propostas elaboradas pela Secretária de Turismo Municipal, porém em estado de arquivamento em detrimento da falta de vontade política.
Pode-se dizer que os grandes parceiros da RPPN são a população que habitam nas localidades vizinhas a área que divulgam e protegem, solicitando dos que partem para conhecer o devido cuidado com o ambiente. Também pode-se dizer que o CODEMA – pretende desenvolver algumas parcerias, porém nada muito concreto.
O Proprietário pretende no futuro instalar na sede da Fazenda um museo  da flora e fauna da região, no entanto, ainda não há nada realizado. O ambiente encontra-se atualmente em estado de completo abandono e não foram encontrados nenhuns funcionários no local. O estado de abandono foi detectado pela sujeira no quiosque e nas margens do rio onde está a cachoeira, e falta de informação que há animais silvestres no local como cobras peco de jaca e giboias . O acesso com grande quantidade de matos rasteiros.

Foto da Cachoeira- Agua Branca


                 Figura01-  Cachoeira da Água Branca 
                    Fonte: Janete Vomeri, 2008

Visando uma melhor clareza dos resultados deste trabalho, foi realizada uma pesquisa In Loco na RPPN Água Branca, a referida pesquisa foi realizada entre os meses de outubro e novembro de 2015. A principio foi realizado apenas o levantamento fotográfico da Unidade, posteriormente também foi realizado uma entrevista com os funcionários da reserva visando obter dados mais concretos a cerca do seu funcionamento.
A Reserva Particular do Patrimônio Natural, é denominada de Fazenda Água Branca, Localiza-se no município de Valença – BA, o acesso para a unidade pode ser realizado através de veículos, através de uma estrada vicinal, que fica à margem da BA 001, em frente ao bar e clube Sonrizal( ruinas), percorrendo em média 08 km de estrada de terra batida com paisagem privilegiada de planaltos e mirantes, deste ponto também é possível observar todo o complexo de manguezais e comunidades litorâneas como Galeão, Gamboa do Morro e Morro de São Paulo. A reserva está inserida no Corredor Central da Mata Atlântica, área reconhecida pela UNESCO como Reserva da Biosfera e Patrimônio da Humanidade, os remanescentes florestais da RPPN em questão encontram-se em excelente estado de conservação, todavia, não possui um plano de manejo que oriente a forma de gestão e de utilização dos recursos existentes incluindo a questão da quantidade de pessoas que é permitida entrarem na reserva.
Segundo o senhor Orlando Nunes da Silva (responsável pelo atendimento aos visitantes), a Reserva está localizada numa fazenda privada de 208 hectares, cujo proprietário é o Sr. Flávio Diniz, destinou 97 hectares da sua propriedade para a criação da RPPN. Visando conservar a diversidade de fauna e de flora existente no local, a reserva foi constituída no ano de 1999, sob a portaria nº. 12/1999.
A Cachoeira da Água Branca a qual da nome a reserva, constitui-se como o principal atrativos da RPPN, sua altura é de 31,5 metros e esta localizada na micro bacia do Rio Gereba, o qual tem uma vazão média de 750, m³/ hora. A trilha que leva até a cachoeira é de fácil acesso e possui algumas lixeiras no seu percurso. A cachoeira justifica uma visita à reserva, pois, se destaca como um santuário da natureza por sua beleza cênica. Como a infra-estrutura para receber os visitantes é mínima, a sensação de estar em contato direto com a natureza completamente preservada torna-se indescritível. É importante destacar que a cachoeira se encontra em um bom estágio de conservação e que é necessário o planejamento da atividade para que não sejam gerados fortes impactos descaracterizando sua beleza natural.
Além da trilha para a cachoeira, a reserva possui outros atrativos: há um poço de água doce, onde os turistas podem tomar banho e é rodeado de mata atlântica, o qual é denominado de Poço da Rainha, Trilhas em mata fechada, a conservação de um roldão movido a animal (produção de azeite de dendê), próximo ao roldão há uma queda d’água que era utilizada para a geração de energia do engenho para produção de cachaça, além disso, são realizadas pesquisas cientificas por biólogos para identificar os animais existentes na reserva, há uma represa para a criação de peixes (tambaqui, carpa), o mesmo é de uso pessoal, há um Oiti, uma árvore que necessita de aproximadamente 17 pessoas para abraçar.

Portanto, pode-se afirmar com veemência que a área em analise foram encontrados aspectos físicos propícios a aplicação do ecoturismo, turismo, principalmente o de aventura conforme observados pelos dados referentes ao acesso a cachoeira. 
Valença 167 anos de história: 1849/2016  I

Janete Pereira de Sousa Vomeri[1]

Valença, no dia 10 de Novembro de 2016  completará 167 anos de emancipação política. Terra habitada pelos índios aimorés e tupinambás, dois povos que tinham uma grande rivalidade. Os índios Aimorés (maldito)[2] mostraram grande resistência frente à dominação dos colonizadores, forçando-os a abandonarem a região. Valença fazia parte da Capitania de  São Jorge dos Ilhéus, sobre a jurisdição da Vila de Nossa Senhora do Rosário  de Cairu. Povoado do una foi uma  sesmaria pertencente a Pontes, quando por volta de 1557-1560, este recebeu de Men de Sá. (Campos, 1981).
Vale ressaltar  a relevância histórica dos nossos índios, todos dizimados do território de Valença, mas que deixaram seus legados históricos, na culinária, no artesanato, na cultura e nos saberes populares. Nos sítios arqueológicos das caieiras e sambaquis do Mutá, do distrito do guerem, Orobo e toda a jurisdição valenciana. O traço marcante da figura indígena ainda é forte na fisionomia de nossa população e nos registros de nossos teóricos como Risério, 2006 e Vargas, 1978. 
O Povoado do Una foi formado nas redondezas da cachoeira da CVI e era constituído  por um  engenho, uma casa de vivenda, uma roda d’água e  uma aldeia de índio dominada por Pontes.  Sebastião de Pontes, reconhecido como primeiro colonizador das terras do Una conseguiu durante seu período de predomínio manter uma relação bastante amistosa com os  habitantes desta região, os ameríndios[3]. O fidalgo possuía uma fazenda de gado conhecida como Ponta do Curral, primeira localidade das terras brasileiras a receber gado vacum
Foi por volta de 1574, que Sebastião de Pontes foi preso e enviado a Portugal, em limoeiro onde morreu, Este fato causou uma revolta aos índios locais que voltaram a atacar e destruir as povoações que aqui existia fazendo com que os moradores se refugiassem nas ilhas (arquipélago de Cairu)[4]  por medo dos ataques especialmente dos aimorés. 
Uma grande campanha contra os índios aimorés estava se formando, porém não conseguiram conter a fúria dos índios. Por conta dos ataques que a cidade sofria o governador Diogo Luiz viu a necessidade de criar um forte situado no Morro de São Paulo. A farinha era o produto mais importante para a economia valenciana, especialmente a de Sarapui, fato que fez com que os cidadãos fornecessem o produto para Salvador. 
Nessa mesma época, os povos indígenas voltaram a ameaçar a segurança do povoado, porém dessa vez  foi os Gueréns, que dominaram a cidade por trinta e cinco anos, fato que ficou conhecido como “Guerra dos Gueréns”. Motivo que fez com que Valença atrasasse o seu desenvolvimento colonial. 
Somente em 1651 conseguiram controlar a fúria dos Gueréns[4]. Apenas as ilhas que não sofreram nenhum dano com a fúria dos amerindios, que dominaram a região. E mesmo  tendo sido controlados, os Gueréns não pararam por aí, e continuaram com os ataques a Igreja de Santo Antônio dos prazeres, perto do rio Jequiricá, temos ainda as ruinas no local. Outra investidura foi na Casa forte e na Igreja de São João Batista, no povoado de Malpendipe, nas redondezas do rio dos reis, estrada do Guaibim.
Com a peste por volta do final do século XVII, os índios caiam aos milhares e muitos aimorés, gueréns e tapuias foram dizimados com doenças dos brancos. Este fato contribui substancialmente para  dizimar os agrupamentos aimorés. 
Entre 1779 e 1783 no governo do Marquês de Valença, foram tomadas medidas para o desenvolvimento da cidade, elas contribuíram para aberturas de estradas ligando o litoral de Valença ao sertão da região de Areia, atual cidade de Ubaíra, tendo por finalidade o transporte de boi para a alimentação do povoado, que se sustentavam apenas com peixes, mariscos e mandioca. Por esta medida do Marquês o povoado do Amparo, receberá o nome de Valença em homenagem as benfeitorias do citado  nobre. 
Em janeiro de 1799[5], Valença fora elevada à categoria de vila, por indicação do Ouvidor Baltazar da Silva Lisboa, tendo o nome de Vila de Nova Valença do Sagrado Coração de Jesus, e somente em 26 de setembro1801 inaugurado a Matriz do Sagrado Coração de Jesus, neste interim a primeira bandeira da cidade é confeccionada, bem como, as leis posturais culminando na formação da Câmara de Vereadores. Em 10 novembro de 1849 foi assinado documento que promovia a Vila de Valença à Cidade de Valença, nome em homenagem ao 4° Marquês de Valença, D. Afonso Miguel e Castro, governador da Bahia.
O desenvolvimento econômico da nova vila foi impulsionado pela instalação da fabrica Todos os Santos, no ano de 1844 que começou a fabrica suas varas de tecidos finos  em 1847. Primeira Fabrica de tecidos fino do Brasil, a Fabrica todos os santos foi também a primeira movida a energia hidráulica.
Este ano, a cidade de Valença completará 167 anos em 10 de novembro, porém são por volta de 459 anos de colonização que deixaram suas marcas e estigmas, na vida dos valencianos. Necessitamos de muitas coisas, de mudanças significativas e podemos citar: Social, cultural, educacional e política.
A nossa história está repleta de fatos positivos; de ações que valem a pena lembrar, especialmente na figura do povo, operários, marisqueiras, artesões e calafates, mestres navais, poetas e fazedores de cultura, ganhadeiras, mestras e mestres de saberes, pais e mães de santo, professoras e professoras,  o povo mais simples que construíram, construí e faz nossa Valente Valença.
Pensar a história de uma terra como Valença é debruçar-se sobre uma gama de proposituras e aspectos que fizeram o passado, determinam o presente e preconiza um futuro. Mas temos muito que nos ater e buscar, no sentido de podermos gerir um município rico de bens patrimoniais materiais e imateriais, tangíveis e intangíveis, bem como naturais, mas pobres de ações efetivas que viabilizem políticas públicas que utilizem tais patrimônios ao bem comum do povo valenciano e que criem dispositivos que facilitem a cultura do cuidar e preservar como legados de nossos antepassados e heranças para as novas gerações.

REFERENCIA 

CAMPOS, Jose da Silva. Crônicas das capitanias de são Jorge dos Ilhéus, UESC, 1981

OLIVEIRA, Edgar Otacílio, Valença dos primórdios a contemporaneidade, EGBA, Salvador 2006.

OLIVEIRA, Waldir Freitas, Um surto da industrialização na cidade de Valença. Centro de Estudos  Baianos, UFBA, 1985.
MARTINS FILHO, Gentil Paraíso Martins. Livro dos Sonhos: Memórias. 3ª Ed.  Ilhéus –Bahia 2008

RISÉRIO, Antonio . Tinharé - História e cultura no Litoral Sul da Bahia. Salvador BYI Projetos Culturais LTDA, 2003.





[1] Janete Pereira de Sousa Vomeri , Pedagoga Escola/Empresa, Historiadora, especialista em Metodologia e Didática do ensino superior , Psicopedagoga Institucional e Clinica , Professora da FAZAG , Professora de Cairu,  Responsável pelo Memorial da Câmara Municipal de Valença.
[2] Aimorés (malditos) Nome dado pelos colonizadores aos ameríndios

[3] Ameríndios – índios das Américas 
[4] O município de Cairu é um arquipélago formado por 26 ilhas .
[5] Conforme Galvão a data de 1799 deveria ser tomada como emancipação politica por conta, organização politica que já configurava a vila como um centro de navegação e transações econômicas muito forte do recôncavo.