Janete Vomeri – 10 de novembro de 2013
Dos colonizadores foste chamada povoado do Una,
com seu rio de águas escuras que estas terras vem banhar.
Tens o bucolismo peculiar das vilas coloniais,
crescendo às margens de belos manguezais.
Tens contos, lendas e mitos,
és do Amparo a proteção,
que abraça do alto do monte
e se vê na longínqua imensidão.
Teu rio desenha curvas,
reentrâncias de história e paixão.
Valença, és terra de glória,
poesia, encanto e coração.
Patrimônios culturais,
casarios seculares,
praias e cachoeiras,
rios e mares.
Terra antiga dos povos originários,
de encantos e belezas
que nascem de um povo gentil.
Valença é terra sagrada,
guarda marcas de sua história,
de momentos de paz.
Fiéis vêm em novembro te visitar,
e honrar Nossa Senhora do Amparo em seu altar.
Há caminhos, há deleites,
há gente que vem de todo lugar.
Por volta de 1560, colonizada foste,
crescendo trigueira, encantos aos montes.
E hoje teu povo a te bendizer,
celebrando tuas primaveras.
Valença pede passagem
para um futuro promissor —
basta seu povo reconhecer o seu valor.
Valença é terra dos meus antepassados,
terra dos meus descendentes,
és terra querida,
és a terra da gente.
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